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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

A QUESTÃO LITÚRGICA DA IPB


São Paulo, 01 de Agosto de 2013.

Preparando uma apresentação sobre os 154 anos da Igreja Presbiteriana Brasil, deparei-me com a seguinte frase na pág. 23 da Bíblia Sagrada – Edição Histórica, lançada na comemoração do sesquicentenário da IPB, na seção que conta sobre os anos recentes da igreja:

“A igreja sofre o impacto de novos movimentos que têm afetado o protestantismo brasileiro, especialmente nas áreas doutrinária e litúrgica. Muitos pastores e comunidades se sentem atraídos por conceitos e práticas alheios à tradição reformada”.

Então percebi que o problema que enfrentávamos em minha Congregação na equipe de louvor era muito mais profundo do que “tradicionalismo” ou “modernismo”, nosso problema era litúrgico-doutrinário. E este problema não era apenas nosso, mas um desafio presente em toda a Igreja Presbiteriana do Brasil na atualidade. Em minha opinião, a questão litúrgica da IPB vai muito além do que já foi abordado na “Carta Pastoral e Teológica sobre Liturgia da IPB”, que desenvolveu o assunto em questão (palmas, aplausos, danças litúrgicas e coreografia, teatro, participação de corais, oração de mulheres durante o culto e salmodia exclusiva) com primor e didática para todos entenderem as questões ali colocadas e suas consequências na vida da igreja. No entanto é preciso tratar o básico da questão litúrgica da IPB, ensinar a todos o que é liturgia, o que é o culto, especialmente aos jovens que fazem parte da equipe que auxilia na condução do culto. Precisamos entender que liturgia é um serviço, nosso serviço como comunidade. Portanto liturgia não é uma parte do culto, mas é o culto. Culto este que TODOS devem prestar a Deus, não apenas os pastores ou os músicos, mas toda a assembleia ali reunida. Precisamos entender que o culto público se distingue do culto que é a nossa vida e do culto familiar. O culto em assembleia é diferente desses outros cultos, sendo resultado desses. No culto público somos enviados ao mundo para viver os outros dois, os quais nos levam de volta ao culto público. É um sistema de culto cíclico, no qual vamos à assembleia responder a Deus com louvor e adoração por tudo o que Ele tem feito por nós. Ao final deste, somos enviados para viver de maneira que agrade a Deus sendo suas testemunhas (culto pessoal, vida), e como ministros de nossos lares, ensinar nossa família a adorar a Deus, especialmente os filhos (culto familiar).
Depois de tomarmos essa breve consciência sobre o que é liturgia, precisamos dar o próximo passo, os modelos litúrgicos. Na Bíblia não encontraremos nenhum, mas encontramos nela os elementos de culto, a saber: oração, leitura da palavra, música e sacramentos. A partir destes elementos básicos para que uma reunião seja considerada um culto público, os cristãos desenvolveram modelos litúrgicos de adoração a Deus. Um dos mais antigos é o que divide o serviço de culto em duas partes: A liturgia dos catecúmenos e a liturgia dos fies. Na primeira há espaço para os seguintes atos: acolhida, confissão, penitência/contrição, absolvição e exposição da palavra, leitura de textos do Antigo e Novo Testamentos, com o objetivo de mostrar a harmonia da Palavra de Deus. Entre esses atos litúrgicos há cânticos apropriados. Depois, na chamada liturgia dos fiéis, há a ministração dos sacramentos, principalmente a Ceia do Senhor, após esta o povo de Deus é enviado a ser testemunha de Cristo na terra, vivendo para glorificar a Deus. Esse modelo litúrgico permaneceu na Igreja Cristã por séculos, claro que elementos estranhos foram adicionados, no entanto a estrutura básica do culto permaneceu a mesma. Na reforma, os homens iluminados por Deus, ao longo do processo reformador, foram retirando os elementos estranhos e retornando a um modelo simplificado como o da Igreja Primitiva. É bem verdade que não deixaram para nós “o modelo perfeito”, reconhecendo, como João Calvino, que precisávamos desenvolver esse modelo, já que a época de suas vidas foram breves demais para tratar de todas as demandas levantadas durante o século XVI. É verdade também que as várias famílias protestantes tomaram rumos distintos quanto aos ritos de adoração. No entanto a visão de ruptura com os modelos litúrgicos toma forma com a reforma, primeiro com os adeptos da “reforma radical”, e depois com os separatistas da Igreja da Inglaterra (batistas e congregacionais). Com os avivamentos ocorridos nos EUA e o surgimento do pentecostalismo, chegamos ao estado de hoje, falando de forma brevíssima. A idéia de informalidade, que está ligada à pós-modernidade, e a ênfase nos sentimentos e na música, são alguns dos motivos que nos levaram ao estado atual. A falta de ensino acerca da liturgia é o fator pelo qual grupos tradicionais passaram a adotar práticas carismáticas e pentecostais em seus serviços de culto, pois por mais que sejam atraentes, são distintos da história litúrgica e da racionalidade e espiritualidade verídica presentes na liturgia cristã. A ordem racional de chamar o homem ao arrependimento, doutriná-lo através da palavra e chamá-lo a partilhar o Corpo de Cristo, sendo dele testemunha na Terra, é abandonada no sistema de culto centralizado nas emoções humanas. Neste culto antropocêntrico, nasce o “momento de louvor”,               que se tornou o centro destas celebrações. Os cânticos entoados já não levam mais em conta o momento em que estão sendo entoados, mas vêm em bloco, como a “hora da alegria”. Muitas vezes não há chamada ao arrependimento, e o tempo destinado à Palavra é diminuído.
Certo, me estendi muito e nem todos estão nesta situação, mas só o fato da falta de identidade cúltica numa igreja confessional é de nos deixar alerta. Algumas coisas chamam a minha atenção além da falta de compreensão litúrgica e doutrinária. O tal “momento de louvor” tomou conta de muitas congregações. Neste momento não se dá muita atenção à temática do culto ou a sua progressão. Às vezes se escolhem músicas por sua “musicalidade”, seu ritmo; alguns preferem mesclar, ora as animadas, ora as mais tranquilas, ora as “espirituais” (não deveriam ser todas?), ora os hinos tradicionais (dos quais se conhecem poucos, e por isso são sempre os mesmos), etc. Além de ser uma incoerência com a confessionalidade da igreja, é também uma incoerência bíblica, por não valorizar os aspectos racionais e espirituais-verídicos do culto a Deus, e a riqueza da música de adoração, na qual temos salmos, hinos e cânticos, dando-se preferência a uma categoria e desvalorizando a outra. Como a questão musical se tornou tão evidente nessa questão litúrgica da IPB, falarei agora deste assunto.
Salmos – Enquanto há os que defendem a salmodia exclusiva (baseando-se na tradição reformada/puritana de adoração), e esforçam-se a traduzir ou metrificar um Saltério Brasileiro, a maioria dos membros da IPB desconhece por completo o canto metrificado dos salmos, característica das Igrejas Reformadas. De todos os 400 hinos de nosso Hinário Novo Cântico, apenas DOIS, isso mesmo, 2 hinos são salmos genebrinos (Sl 5-122 e Sl 42-118), além de 13 outros que são salmos metrificados ou baseados em salmos (Sl 1-175; Sl 19-022; Sl 23-142/143/151; Sl 32-77; Sl 51-76; Sl 103-29; Sl 121-139; Sl 133-182; Sl 136-34; Sl 139-152; Sl 147.17-18-001). Não defendo a salmodia exclusiva, pois ela também é incoerente com o Novo Testamento que menciona os “hinos, salmos e cânticos espirituais”, no entanto defendo o canto metrificado dos salmos durante o culto, pois na liturgia cristã tradicional, durante a liturgia da palavra, é lida uma passagem do Antigo Testamento, após esta SE CANTA um salmo, depois se lê uma passagem do Novo Testamento, que é chamada “segunda leitura”, já que salmos são músicas e devem ser CANTADOS. Depois dessa leitura é proclamado o Evangelho, a palavra da salvação. A importância dos salmos cantados na igreja é necessária, pois o livro de Salmos, o Saltério, é antes de tudo o nosso padrão de hinário. Quando não cantamos os salmos, estamos descaracterizando o Saltério Divino, que traz músicas em suas páginas e não textos históricos, ou prosas ou profecias, mas poesias feitas para serem cantadas. Na liturgia cristã histórica há espaço para eles. No entanto é preciso haver um esforço denominacional para produzir um saltério em português, que trouxesse melodias genebrinas, características da tradição reformada e também brasileiras.
Hinos – Nosso tardio Hinário Novo Cântico, que somente tomou forma em 1981, antes dele era comum o uso do Hinário Salmos e Hinos, o primeiro hinário evangélico do Brasil e o Hinário Evangélico, organizado pela extinta Confederação Evangélica do Brasil – CEB, que se tornou o hinário oficial dos metodistas, principais entusiastas desse cancioneiro, entre outros como o Cantor Cristão, etc.
A data tardia da organização de nosso hinário explica por que ele é tão desconhecido por nós mesmos. Mesmo em comunidades que cantam exclusivamente hinos, o HNC não é utilizado em sua totalidade, pois isso requer que a igreja tenha um modelo litúrgico o mais próximo da liturgia cristã tradicional e use o calendário litúrgico, elemento bem raro entre os protestantes brasileiros, que explica a falta de familiaridade com a liturgia cristã histórica e com festas importantes da igreja, como a de Pentecostes e a da Ascensão. Assim, mesmo nas igrejas que utilizam o hinário, são cantados basicamente os mesmos hinos e não todos os hinos. Nosso hinário traz preciosidades cristãs como o hino n° 020, uma versão do Te Deum, o n° 005, o Gloria Patri, o n° 006, a mais famosa melodia dos salmos metrificados de genebra (porém não com a letra do salmo 134), melodia conhecida como “Old 100th”, entre outros. Muitas das letras são antiquíssimas, algumas do século II e muitas melodias são obras primas da música de toda a humanidade, tanto de compositores internacionais como de nacionais. Além da falta de familiaridade com o HNC, há a crescente rejeição por parte dos jovens dos hinos tradicionais, que caracterizaram os protestantes desde os primórdios, pois devolveram ao povo o papel de cantar durante os cultos a Deus. Essa rejeição por parte dos jovens se dá pela entrada da música contemporânea na igreja, pelo “movimento gospel” e alguns posicionamentos extremos por parte de alguns como “hinos só devem ser tocados no piano”. Esses fatores têm levado os jovens cada vez mais longe do HNC, restringindo o conhecimento deles ao “Hino da Mocidade”. Não se trata apenas de conhecimento, mas nas reuniões e cultos realizados pelos jovens não há a presença de hinos, exceto o hino já citado acima. A falta de doutrinação nesse caso impede os jovens de reconhecerem a riqueza e confessionalidade do HNC, pois se concentram apenas nas melodias atípicas ao nosso tempo, deixando de lado sua utilidade e apropriação para cada ato litúrgico e data cristã que a igreja deveria celebrar.
Cânticos Contemporâneos – Cada vez mais presentes na liturgia das igrejas presbiterianas, os cânticos trazem boas e péssimas contribuições aos cultos da IPB. Muitos deles, especialmente os oriundos do “movimento gospel” trazem consigo conceitos e doutrinas estranhas ao ensino bíblico e à fé reformada. Às vezes uma igreja ensina seus membros corretamente durante a Escola Bíblica, sermão e estudos bíblicos, mas, muitas vezes sem perceber, pela falta de conhecimento litúrgico, acabam cantando coisas totalmente contrárias aos seus ensinamentos. A inclusão dos cânticos contemporâneos na liturgia da IPB é válida desde que sejam adequados às doutrinas da igreja. São bem-vindos, pois trazem novidade de todo o som que Deus inspirou o homem a criar, no entanto precisam se enquadrar corretamente na liturgia, que precisa ser mais concisa ao padrão reformado, rejeitando o “momento de louvor” que a inclusão dos cânticos criaram e voltando ao padrão racional da liturgia cristã (arrependimento, confissão, perdão, adoração, doutrinação, comunhão, envio). Assim, todo cântico contemporâneo, com discernimento e sabedoria, tem espaço na liturgia cristã histórica. Devem eles se encaixar nos atos litúrgicos e não roubar a cena como o centro do culto.
Após tratar da questão musical, falarei agora sobre o calendário litúrgico e o lecionário e a ausência de um manual litúrgico como, por exemplo, o Livro Comum de Oração, da tradição anglicana. Há é claro o Manual para o Culto Público, mas falta a ele explicação doutrinária de cada ato litúrgico proposto. Precisamos de um material altamente instrutivo, não apenas para os ministros, mas também para seus ajudantes músicos e toda comunidade. Neste ponto é importante deixar claro que os regionalismos devem ser respeitados e mantidos, no entanto um “esqueleto” comum de liturgia poderia ser utilizado por todos. Pelo menos aos que desejam uma orientação e não encontram um material denominacional apropriado.
O Calendário Litúrgico – Precioso manual de culto, leva a igreja a adorar a Deus pela vida de Cristo, revivendo cada momento, tirando de cada etapa uma lição preciosa para o Corpo de Jesus, a Igreja que é chamada a viver como Ele. Se bem utilizado produz vida à Igreja, quando não, engessa o culto, como argumentam alguns. O problema não está no calendário litúrgico, mas na falta de doutrina litúrgica quanto a seu uso. Advento, Natal, Epifania, Transfiguração, Quaresma, Páscoa, Ascensão, Pentecostes, Missão da Igreja e Segunda Vinda. Esses são os temas do calendário cristão, uma forma de a Igreja contar os dias a partir da vida de Cristo, que não vive sob as datas comemorativas desse tempo apenas, mas celebra e busca viver como Jesus viveu.  Cada domingo reserva-nos uma lição preciosa, cada domingo avança para cada festa maior, assim não nos deparamos com “nossa! Semana que vêm é páscoa!”, mas somos levados a ela, preparando-nos para desfrutar de cada ensino. Durante o chamado “Tempo Comum” (dividido entre o Natal e a Quaresma e entre o Pentecostes e o Advento), o pastor tem maior liberdade para tratar de outros assuntos relacionados à vida da igreja.
A falta de familiaridade dos protestantes brasileiros com o calendário litúrgico é mais uma porta para que os ensinos e práticas estranhas à nossa tradição reformada adentrem a igreja.
Lecionário – Um livro de leituras bíblicas para cada domingo do calendário cristão que visa harmonizar a Palavra de Deus, trazendo quatro passagens bíblicas que tratam do mesmo assunto. Geralmente uma do AT, outra do NT, entre as duas um salmo ou cântico bíblico para ser cantado e por fim uma passagem do Evangelho, que é a palavra da salvação. O Lecionário, se não para guiar os sermões, deveria no mínimo ser utilizado para doutrinar a igreja e direcionar a liturgia. É fundamental para a escolha coerente do que deve ser cantado e quando. Utilizando-o é possível conhecer o hinário por completo e também cantar os salmos durante o culto, bem como adequar os cânticos aos atos e ocasiões propícias.
Manual de Culto – Um bom Manual de Culto, que visasse a doutrinação litúrgica de toda a IPB, seria fundamental para direcionarmos nossa denominação a um caminho mais confessional e de acordo com a tradição reformada. Seria importante que esse manual explicasse cada ato litúrgico proposto como num catecismo, e que mostrasse que é possível mesclar hinos, cânticos contemporâneos e salmos, num modelo de culto cristão histórico e atual, aplicável as várias realidades dos presbiterianos brasileiros, respeitando os regionalismos e a tradição reformada. Creio que este é um bom caminho para trabalhar esse desafio.
Preciosidades Perdidas – A falta de familiaridade com esses elementos, fez com que os cultos protestantes no Brasil perdessem preciosidades como a Oração Dominical, feita por toda a igreja, e a profissão de Fé utilizando-se dos Credos Apostólico, Niceno-Constantinopolitano e mais raramente, no domingo de Pentecostes, o Atanasiano. Além dos salmos metrificados já citados nesta exposição.
Todo o assunto foi abordado de maneira breve, no entanto acredito que para resolver a questão litúrgica da IPB é necessário um trabalho de conscientização litúrgica e doutrinária acerca do culto, que ultrapasse a questão das práticas, indo desde as raízes da liturgia até as práticas que foram absorvidas dos carismáticos e pentecostais. Creio que deveria haver um programa de rádio ou blog, canal no YouTube, etc. para tratar da liturgia dominical, dando instruções àqueles que participarão da condução do culto. Dever-se-ia investir na criação de materiais didáticos e profundos sobre a questão, que sirvam para os leigos e oficiais, um trabalho que alcance os seminários e escolas bíblicas e seja capaz de, ao menos, doutrinar-nos acerca desse tema, que pode parecer grego para muitos dos membros da IPB.

William de Almeida Santos,

Leigo, 21 anos, estudante de Comunicação, professor de EBD numa Congregação Presbiteriana em São Paulo.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

O Que é Liturgia?

É cada vez mais necessário que tenhamos pleno conhecimento intelectual e eficaz, que nos leve a agir, sobre o que significa liturgia. Você sabe? Se sabe, como tem sido a sua liturgia?

- Significado

O vocábulo "Liturgia",  (do grego λειτουργία, "serviço" ou "trabalho público"), no idioma original formado pelas raízes leit- (de "laós", povo) e -urgía (trabalho, ofício) significa serviço ou trabalho público. Por extensão de sentido, passou a significar também, no mundo grego, o ofício religioso, na medida em que a religião no mundo antigo tinha um carácter eminentemente público.
Na chamada Bíblia dos Setenta (LXX), a Septuaginta, tradução grega da Bíblia, o vocábulo "liturgia" é utilizado para designar somente os ofícios religiosos realizados pelos sacerdotes levíticos no Templo de Jerusalém. No princípio, a palavra não era utilizada para designar as celebrações dos cristãos, que entendiam que Cristo inaugurara um tempo inteiramente distinto do culto do templo. Mais tarde, o vocábulo foi adaptado, com um sentido cristão.


Serviço de culto com Batismo e profissão de Fé, 2012.
Como visto acima, liturgia é o serviço de culto que prestamos ao nosso Deus Uno e Trino. Então não confunda "liturgia" com "programa litúrgico", que podem variar desde os modelos tradicionais aos extemporâneos, que argumentam não serem modelos litúrgicos, no entanto querem dizer que não possuem "programas litúrgicos", pois toda assembleia que se reúna para adorar a Deus presta a Ele uma liturgia, um serviço de adoração em resposta as suas infinitas bênçãos, da qual a maior é a Salvação. Assim a liturgia não se restringe ao programa litúrgico da comunidade local ou de determinada denominação, mas é o culto em si, o culto ofertado a Deus pela congregação dos separados para Ele, por Ele, pois toda a glória deve ser dada ao nosso Deus, como era no princípio, hoje e para sempre. Amém.

Agora, se você não sabia, já sabe! Liturgia é o culto que você presta a Deus, não se restringe ao programa liturgico, nem a leitura inicial da palavra, como muitos confundiam em nossa congregação, ela é todo o culto. Então, já que definimos o conceito de liturgia, vamos aos programas litúrgicos. 

- Programas (Modelos, Ritos, etc) Litúrgicos.

Não há modelo estrito de culto cristão na Bíblia, principalmente se comparado ao culto do Antigo
Testamento, onde as celebrações são muito bem prescritas no Pentateuco, mas encontramos elementos comuns ao culto cristão na Palavra do Senhor, como a oração, leitura bíblica, canto e o partir do pão. Assim um culto cristão se caracteriza por esses elementos, que devem ser preservados e valorizados. Não há como chamar de culto cristão uma reunião onde não é feita leitura da palavra, pois é o momento em que Deus fala conosco. Também devemos valorizar o partir do pão, pois é o anúncio da volta de Cristo e nosso alimento espiritual de seu corpo e sangue. No culto cristão também deve haver orações e das mais variadas, em favor do culto, de intercessão, de contrição, de iluminação, de gratidão. Aqui há um ponto de muita dificuldade para os irmãos em geral, pois muitos não se atém ao momento e propósito da oração e acabam por fazer uma reza de sempre ou a orar por tudo, menos a intenção colocada pelo ministro ou programa litúrgico, o culto precisa ser racional, e essa é minha preocupação em escrever sobre liturgia, que todos entendam o que se passa em cada momento do culto.

Por mais que se diga que determinada comunidade não possui um modelo litúrgico a ser seguido, o culto cristão, mesmo os mais livres no que diz respeito aos atos do culto, possuem uma ordem natural a ser seguida. Muitos iniciam com uma oração passam por um texto, cântico, sermão etc. Essa ordem mesmo não predefinida, por hábito, acaba se tornando um programa litúrgico. Particularmente prefiro os modelos litúrgicos predefinidos, porque neles há espaço para a confissão, gratidão, proclamação da palavra do Senhor, ofertório, declaração de fé, intercessão, sermão, louvor, etc. No entanto, mais importante que os atos litúrgicos, é a consciência que se deve ter deles. É preciso que todos entendam o porquê de estarmos fazendo tal oração ou cantando tal música. É claro que é para adorar ao Senhor, mas é oração de gratidão? É pelos enfermos? Essa música está no contexto do momento e do ato ou simplesmente está ali porque tem um ritmo legal ou uma letra conhecida? Como diz a palavra do Senhor, nosso culto deve ser racional, prestado em Espírito e em Verdade. (Rm 12.1 e Jo 4.24).

Seja o modelo litúrgico predefinido (o qual considero mais catequético, isto é, doutrinador) ou mais livre, o importante é a racionalidade, espiritualidade e verdade com que cada ato do culto é prestado a Deus. O povo, que presta o serviço a Ele, deve ter plena consciência do que canta, pede, confessa e faz durante a celebração. Se você não compreende algum ato litúrgico procure imediatamente o pastor ou responsável pela liturgia e peça esclarecimento, pois você faz parte desse serviço. 

Ação

Compreender é essencial, colocar em prática é vida. Portanto estar consciente da liturgia de sua igreja e verdadeiramente em espírito durante o culto é imprescindível para que esse serviço seja prestado a Deus. Não podemos deixar que a ignorância tome conta de nossas igrejas, e que as pessoas continuem cantando sem compreender e participando do culto como expectadoras de um grande show, o culto público é responsabilidade de todos e requer que todos entendam o que se passa a cada momento litúrgico.

Nosso modelo atual para o Culto Dominical:

Descreverei agora cada momento da liturgia atual da nossa congregação com o objetivo de que todos entendam os porquês de cada momento.

LITURGIA DE ABERTURA - atos iniciais do culto a ser prestado ao Senhor.
Prelúdio (canto de introdução ou introito)
É uma chamada a adoração, a letra geralmente é uma doxologia (louvor) ou está ligada ao tema do culto. 

Saudação e Avisos
Momento de o oficiante cumprimentar a congregação, os visitantes e dar os avisos, para informação das atividades semanais e de interesse da vida da igreja.

Liturgia da Palavra
É composta por uma leitura, geralmente breve. Tem por objetivo introduzir a igreja ao louvor ou a ensinar uma breve lição, que pode ou não estar ligada ao tema do sermão ou do calendário cristão.

LITURGIA DE ADORAÇÃO - momento de adoração e louvor.
Ato de Contrição
Um momento dedicado a uma oração confissão de pecados e arrependimento para prestarmos culto sincero a Deus, também inclui um cântico com temática de contrição, perdão e absolvição.

Ofertório
Embora na liturgia cristã clássica não se restrinja ao dízimo, é o momento que dedicamos a entrega das ofertas e dízimos, também inclui uma canção com temática de gratidão e entrega e é complementado por uma oração diaconal de agradecimento pelas providências de Deus. Cremos que tudo vem do Senhor e do que é dele nós damos (1Cr 29.14).

Ato de Intercessão
Reservado às orações da igreja em favor de outros.

LITURGIA DA PALAVRA
Saída das crianças
Após um cântico de temática infantil, as crianças são convidadas a ir à frente da igreja e após uma oração pedindo para que a palavra ilumine seus corações, são enviadas para o Culto Infantil, momento de aprendizagem numa linguagem especificamente infantil.

Prédica
O famoso sermão ou pregação, sendo um sinônimo para ambos. É a voz de Deus falando com a congregação. É exposta a palavra do Senhor com leitura e explicação do texto lido.

LITURGIA DOS SACRAMENTOS (quando são ministrados)

Compreende o Batismo e a Ceia do Senhor. Também há Profissões de Fé, embora não seja um sacramento esta ligada ao batismo e a vida como igreja.

Batismo - é celebrado para todas as idades, na fórmula bíblica trinitária, por meio da aspersão de água feito por um ministro ordenado.

Ceia do Senhor - (Também intitulada como "liturgia da Comunhão") é celebrada todo 2° domingo de cada mês, por um ministro ordenado, onde recebemos espiritualmente o corpo e o sangue de Cristo por obra do Espírito Santo, sem transformação material ou memorialismo, mas como alimento espiritual e comunhão com Cristo e com os irmãos.

Profissão de Fé - (também intitulada como "liturgia da Confirmação) não se constitui num sacramento, mas é aplicável aos batizados na infância e membros já batizados oriundos de outras denominações. Geralmente é recitado o Credo e respondidas algumas perguntas feitas diante da congregação por um ministro ordenado.

LITURGIA DE DESPEDIDA

Abraço da Paz
Momento de confraternização e alegria, separado para que os irmãos se cumprimentem com a Paz do Senhor. Entoa-se um cântico.

Oração Final
Encerra o culto pedindo a proteção de Deus na volta para casa e pela semana que se inicia.

Bênção Apostólica
É dada quando um ministro encontra-se presente, visto que na Congregação não possuímos um ministro ordenado regularmente, mas somos instruídos por um seminarista.

Amém Tríplice ou Quádruplo
É cantado o amém, que assim seja, para a confirmação e encerramento de todos os atos do culto prestado em comunidade ao nosso Deus.

Também possuímos outros programas litúrgicos, no entanto serão abordados em outra oportunidade. Minha intenção ao escrever este artigo é chamar os irmãos a consciência que devemos ter desse maravilhoso serviço que prestamos ao único e verdadeiro Deus. Que seja racional, em Espírito e em verdade! Amém.

William de Almeida Santos 

sábado, 9 de junho de 2012

Culto dos DEZ



         O Culto dos DEZ é uma programação mensal da Congregação Presbiteriana Peniel, onde três irmãos  leigos trazem uma mensagem da palavra de Deus em 10 minutos. Durante o culto também há cânticos de louvor e gratidão ao nosso Deus e, claro, orações. 

          Esse culto nos tem permitido compartilhar da palavra de Deus com nossos irmãos, ouvir e aprender com a experiência e sabedoria do próximo. O culto tem sido uma bênção em nossas vidas, porque além do crescimento que ele proporciona, também nos torna mais capacitados a pregar a palavra de Deus e menos tímidos.

          Esse mês o culto acontecerá no dia 16, sábado às 19h. Para saber as próximas datas fique atento aos avisos aqui no blog. Deus nos abençoe! 

sábado, 10 de março de 2012

10 de Março - Primeiro Culto Protestante no Brasil

          Há exatos 464 anos atrás, num lugar denominado França Antártica, a baia de Guanabara ou ainda, o nosso saudoso Rio de Janeiro, realizou-se pela primeira vez no novo mundo um culto protestante. E cabe aos Presbiterianos a honra de terem realizado o primeiro culto evangélico, não apenas do Brasil, mas de toda a América.


          Nas primeiras décadas após o achamento do Brasil pelos portuguese, os franceses, atraídos pela vasta quantidade de terras, decidiram fundar uma colônia, a qual denominaram França Antártica, hoje, baia de Guanabara. No ano de 1555, os franceses chegaram aqui e foram bem recebidos pelos índios tupinambas. Dessa forma estabeleceram a colônia.


          No ano de 1556, o francês Durand de Villegaignon, escreveu para a Igreja Reformada de Genebra solicitando a vinda de Pastores e colonos evangélicos para a elevação da moralidade e espiritualidade na colônia. João Calvino e seus colegas designaram os pastores Pierre Richier (50 anos) e Guillaume Chartier (30 anos), para iniciarem os trabalhos na colônia. Após o embarque dos colonos e dos pastores no dia 19 de novembro de 1556, os viajantes chegaram ao Brasil, na baia de Guanabara, no dia 7 de março de 1557 e desembarcaram no país no dia 10 de março. Neste dia realizou-se o primeiro culto protestante, que deu-se da seguinte maneira:


          O desembarque no forte Coligny deu-se no dia 10 de março, uma quarta-feira. O vice-almirante recebeu o grupo afetuosamente e demonstrou alegria porque vinham estabelecer uma igreja reformada. Logo em seguida, reunidos todos em uma pequena sala no centro da ilha, foi realizado um culto de ação de graças, o primeiro culto protestante ocorrido nas Américas, o Novo Mundo.

          O ministro Richier orou invocando a Deus. Em seguida foi cantado em uníssono, segundo o costume de Genebra, o Salmo 5: “Dá ouvidos, Senhor, às minhas palavras”. Esse hino constava do Saltério Huguenote, com metrificação de Clement Marot e melodia de Louis Bourgeois, e até hoje se mantém nos hinários franceses. Bourgeois foi diretor de música da Igreja de Genebra de 1545 a 1557 e um dos grandes mestres da música francesa no século 16. A versão mais conhecida em português (“À minha voz, ó Deus, atende”) tem música de Claude Goudimel (†1572) e metrificação do Rev. Manoel da Silveira Porto Filho. (hino n° 122 do Hinário Novo Cântico, hinário Presbiteriano)

          Em seguida, o pastor Richier pregou um sermão com base no Salmo 27:4: “Uma coisa peço ao Senhor e a buscarei: que eu possa morar na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a beleza do Senhor e meditar no seu templo”. Após o culto, os huguenotes tiveram sua primeira refeição brasileira: farinha de mandioca, peixe moqueado e raízes assadas no borralho. Dormiram em redes, à maneira indígena. A Santa Ceia segundo o rito reformado foi celebrada pela primeira vez no domingo 21 de março de 1557.

Adaptado do texto do historiador da IPB, Alderi Souza de Matos.

domingo, 25 de setembro de 2011

Hinário, um tesouro em nossas mãos!

O dia de hoje marcou a data da nossa caminhada em busca do conhecimento dos preciosos hinos de adoração contidos no Hinário Novo Cântico,( http://novocantico.com.br/ ). Desta data até o dia 31 de Dezembro de 2012, pretendemos cantar todos os hinos do N.C., durante os cultos aos Sábados, Domingos e Escola Domical.
São preciosos tesouros, a maioria desconhecidos pela grande parte dos irmãos de nossa Congregação. Por isso tivemos a ideia de trazer luz, e som, ao hinário um pouco esquecido por nós.
Desde o lançamento da edição histórica da Bíblia Sagrada em comemoração aos 150 anos da IPB no Brasil, o acesso ao hinário Presbiteriano, N.C., ficou muito mais fácil, sendo a maioria dos irmãos portadores de um exemplar anexado a Bíblia, o que torna a difusão dos cânticos, guardados na pasta de transparência, muito mais fácil.
Também há na Congregação um hinário que trás as partituras dessas belas obras de adoração, que a tantas gerações são usadas para cultuar nosso Deus. Além, é claro, da versão on-line do Hinário, vide link postado acima. 
Que Deus nos abençoe, e nos de fôlego para louvá-Lo, relembrar e conhecer tão preciosas pérolas que passarão a fazer parte, mais uma vez, dos cultos da nova Geração de Adoradores. Amém.

sábado, 6 de agosto de 2011

Fé em Cristo

"E foram para Jericó. Quando ele saía de Jericó, juntamente com os discípulos e numerosa multidão, Bartimeu, cego mendigo, filho de Timeu, estava assentado á beira do caminho. E, ouvindo que era Jesus, o Nazareno, pôs-se a clamar: Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim! E muitos o repreendiam, para que se calasse; mas ele cada vez gritava mais: Filho de Davi, tem misericórdia de mim! Parou Jesus e disse: Chamai-o. Chamaram, então, o cego, dizendo-lhe: Tem bom ânimo; levanta-te, ele te chama. Lançando fora de si a capa, levantou-se de uma salto e foi ter com Jesus. Perguntou-lhe Jesus: Que queres que eu te faça? Respondeu o cego: Mestre, que eu torne a ver. Então, Jesus lhe disse: Vai, a tua fé te salvou. E, imediatamente, tornou a ver e seguia Jesus estrada fora." Marcos 10: 46-52

Bartimeu não permitiu que sua cegueira o impedisse de ir até Jesus, de clamar por Tua ajuda. Em momento algum ele desistiu! Muito pelo contrário, os obstáculos e as dificuldades apareceram, mas isso não o desanimou. Percebam que quanto mais mandavam ele se calar, mais alto ele gritava ("Mas ele gritava cada vez mais: Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim!").
O cego Bartimeu creu no milagre, creu que Cristo poderia cura-lo daquela enfermidade, e foi isso que Jesus fez. Jesus o curou porque Bartimeu deixou tudo para ir ao encontro de Jesus, deixou tudo para segui-Lo ("Lançando fora de si a capa, levantou-se de um salto e foi ter com Jesus.") Para que capa quando se pode ter a salvação?
Jesus está disposto a abrir nossos olhos, a nos curar, independente da situação, pois para Deus nada é impossível! Por isso irmãos, tenhamos fé em Jesus, pois Ele é o caminho, a verdade e a vida. E nós temos a missão de sermos sal da terra e luz do mundo. Devemos ser capazes de apresentar a salvação através da nossa fé e sermos exemplos de verdadeiros seguidores de Cristo.

Vamos pregar  e levar do amor de Cristo a todas as nações!


Palavra do dia 24/07/2011; Preletor: Magnilson Reis Marcos

                                                                              Resumo feito por Tatiane Valverde

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Ordem no Culto

O Culto é a nossa homenagem a Deus, é o momento de agradecer e louvar a Deus por tudo que Ele É!
Devemos tratar este momento com seriedade e reverência.
Chegar mais cedo; orar antes do culto começar; sentar nos primeiros bancos; auxiliar os visitantes, cumprimentá-los e também os irmãos; fazer silêncio; procurar não tirar a atenção das pessoas e nem deixar que outros tirem; cantar sem receio; ajudar as crianças a entender o culto; procurar não sair na hora da palavra, pois isso mostra o quanto nos importamos com a voz de Deus; não folhear a Bíblia sem que tenha sido solicitado; não utilizar o celular; procurar orar com e por pessoas diferentes a cada culto, exercitando assim a comunhão; ajudar aqueles que tem dificuldade de entender; procurar não cochichar na hora da mensagem; não fazer acepção de pessoas; sorrir, sempre que possível; chorar, se necessário; meditar na letra dos cânticos e hinos; pedir ajuda após o culto caso não tenha entendido algo; ter em mente que tudo o que fazemos deve ser para a Glória de Deus. Estas são algumas recomendações que devemos cumprir para que ofereçamos a Deus um culto digno de toda Sua Glória e Majestade!

A Casa do Senhor deve ser chamada de Casa de Oração!

O Reverendo Valter Terrão esteve na congregação Peniel no Domingo (10/07) e nos trouxe uma mensagem muito edificante.

O texto utilizado como base da mensagem está em Mateus 21: 12 a 17.

Contextualizando-nos o Reverendo destacou o fato de que Jesus estava em Jerusalém, parte sul de Israel, o que não era comum já que Ele vivia na parte norte, na Galileia. Jesus, como todo o Judeu, tinha o costume de ir a Jerusalém, especialmente na época da Páscoa.

Um fato curioso é que Jesus quando esteve em Jerusalém visitou o Templo daquela cidade, porém esta atitude não é comum a nós, pois na maioria das vezes os Templos não fazem parte de nossos roteiros de viagem.

Mas, quando Cristo chegou ao Templo ele encontrou duas coisas das quais não gostou.

A primeira delas foram os Negócios que eram realizados no Átrio das Mulheres ou Átrio dos Gentios, parte externa do templo separada para estes dois tipos de pessoas que, na época, não podiam entrar na parte interna do templo, separada para aqueles considerados dignos de adorar, os homens circuncidados.
As pessoas que ali estavam transformaram a casa de Deus em Negócio, tirando-a de seu propósito, porém estes só estavam ali pois havia aqueles que compravam.
Hoje encontramos negócios na Igreja quando as pessoas dão algo para Deus pensando no que receberão em troca, hoje muitos tentam fazer da igreja lugar de comércio vendendo curas e milagres. Mas este tipo de negócio só existe porque há quem compre. No texto de Mateus, as pessoas compravam e vendiam, com a maior boa intenção, o material para o culto, porém, Deus nos manda oferecer a Ele as primícias e não comprar a oferta, devemos ofertar a Deus algo com que temos afeto e não entregar algo em que não tivemos parte. Hoje podemos ver isso quando as pessoas oferecem a Deus o culto que o Ministro de louvor ou o Pastor prepararam, sem tomar parte nesta homenagem.

A Segunda coisa que Jesus não ficou satisfeito ao encontrar foram os Críticos, os Escribas e Fariseus, homens que conheciam a lei, mas não viviam de acordo com ela. MT 23
Hoje há na Casa do Senhor aqueles que reclamam de tudo, os murmuradores, reclamam das crianças, dos cânticos, das palmas, etc, porém não se preocupam com o culto que estão prestando ao Senhor.
É claro que existem coisas que nos agradam mais do que as outras, mas não devemos impor a nossa forma de adorar às outras pessoas, devemos no entanto oferecer o que nos foge do controle da melhor maneira possível, pois no templo adoramos como comunidade, como Igreja.

Sl 8: 2 Nos mostra o que Cristo gostaria de ter encontrado no templo.

A Casa de Deus deve ser lugar de Oração, de Louvor, de Cura e de Milagre.
Hoje parece que perdemos o prazer em conhecer a Bíblia, porém ela nos adverte em Oseias quanto a isso, pois é por falta de conhecimento que padecem os homens.

O Reverendo Valter nos contou a história de uma menina que não possuía visão, aprendeu a ler braile e passou a ler a Bíblia com os dedos todos os dias, porém de tanto ler, perdeu a sensibilidade nos dedos, triste em não poder mais ter contato com a palavra de Deus foi se despedir da Bíblia e em lágrimas beijou suas páginas, neste momento percebeu que podia sentir as letras com os lábios e alegre continuou a "ler" a Bíblia todos os dias com seus lábios.
Que vergonha para nós que temos tudo a nosso favor!

Devemos ler a Palavra de Deus sempre! E ter enraizado o hábito de orar, especialmente no templo.
O Reverendo destacou que nossos irmãos pentecostais tem o hábito saudável de ajoelhar e orar antes de começar o culto e que nos devemos adotar também, pois a casa de Deus deve ser Casa de Oração.
Deus realiza coisas fantásticas quando a Igreja ora. precisamos ORAR!

A Igreja é também lugar de milagre, no templo também estavam os cegos e os mancos, aqueles que necessitam de cura, não só da cura física, mas também cura emocional e espiritual.
Jesus quer curar, Bíblia, Oração e Louvor!
Devemos louvá-lo como crianças, sem medo do que vão pensar ou da forma que vão olhar. Precisamos louvar!

Cristo quer encontrar um povo que lê, clama, intercede e louva!

A mensagem foi uma convocação para que todos nós adotemos como hábito de nossas vidas a Oração, pois nós podemos mais!

*Semana que vem, aniversário do Coral, apresentação e louvor, pregação especial!


Resumo feito por William de Almeida Santos

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Mensagem de Domingo. 26/06

O irmão Rodrigo trouxe a mensagem no referido dia. Mais uma exortação às nossas vidas.
No livro de Atos dos Apóstulos no capítulo 2 e no versículo 16, O profeta Joel é citado ao falar sobre os ultimos dias. O profeta faz algumas revelações que dão esperança aos que que acreditam em Deus:

2.16  " Mas o que ocorre é o que foi dito por intermédio do profeta Joel:


2.17   E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, e sonharão vossos velhos;


2.18   até sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles dias, e profetizarão."

Mas a mensagem  do profeta Joel não se resume apenas a boas notícias!
Os primeiros versículos do livro são uma prova disso:

1.1   Palavra do SENHOR que foi dirigida a Joel, filho de Petuel.


1.2   Ouvi isto, vós, velhos, e escutai, todos os habitantes da terra: Aconteceu isto em vossos dias? Ou nos dias de vossos pais?


1.3   Narrai isto a vossos filhos, e vossos filhos o façam a seus filhos, e os filhos destes, à outra geração.

Nos versículos acima Deus questiona o povo quanto aos acontecimentos atuais, crimes cada dia mais violentos, pessoas cada dia mais longe de Deus, o mundo caminhando cegamente para o inferno. comparando com os acontecimentos que cercam a nossa realidade percebemos que ainda hoje o livro continua atual, e que o caráter da sociedade está em declínio.

1.4   O que deixou o gafanhoto cortador, comeu-o o gafanhoto migrador; o que deixou o migrador, comeu-o o gafanhoto devorador; o que deixou o devorador, comeu-o o gafanhoto destruidor.

O irmão Rodrigo comparou cada um dos gafanhotos mencionados no texto com os grandes impérios da história que mataram muitas pessoas em prol de orgulho, riqueza, e poder:

Alexandre o Grande;
Império romano (Nero em especial);
As Guerras mundiais e
Stalin.

1.5   Ébrios, despertai-vos e chorai; uivai, todos os que bebeis vinho, por causa do mosto, porque está ele tirado da vossa boca.
 
A palavra "ébrio" significa embriagado. Essa expressão pode ser aplicada a muitas pessoas que se denominam Cristãs, pois algumas pessoas vão à Igreja sem saber ao certo por que, outras sabem a razão: Acumular riquezas, e muitos outros motivos que não agradam ao Senhor. Nós não devemos ser embriagados porque Jesus voltará como um relâmpago e quem não estiver vigiando...

1.6   Porque veio um povo contra a minha terra, poderoso e inumerável; os seus dentes são dentes de leão, e ele tem os queixais de uma leoa.

Muitas guerras ainda assolam o mundo principalmente o oriente médio, e muitas pessoas com sede de sangue, pessoas que não se preocupam umas com as outras que agem com violencia e por motivos insignificantes matam sem remórso.

1.15   Ah! Que dia! Porque o Dia do SENHOR está perto e vem como assolação do Todo-Poderoso

No Dia do Senhor (que está próximo), a tribulação para os impios é certa. Que Deus esteja moldando a nossa vida para que nós escapemos da ira do Senhor.

Frases que me chamaram a atenção durante a mensagem:

" Existem muitas pessoas que vão à igreja esquentar os bancos..."
" Devemos ser no mínimo amigos dos nossos IRMÃOS "
" Quem murmura duvida do poder de Deus"

Semana que vem (dia 03/07/2011) mensagem com o Irmão Luciano)



Resumo feito por Magnilson Reis Marcos